6 horas atrás
Renault Group entrega faturamento resiliente no 3º trimestre e confirma perspectivas financeiras para 2026
Fundamentos operacionais sólidos e execução rigorosa demonstram implementação bem-sucedida do plano estratégico futuREady.
9 meses de 2026:
Faturamento do Grupo: 41,8 bilhões de euros, +7,1% em comparação com o mesmo período de 2025 e +7,6% com taxas de câmbio constantes[1];
Faturamento da Divisão Automotiva: 36,6 bilhões de euros, +6,6% em comparação com o mesmo período em 2025 e +7,2% com taxas de câmbio constantes[1];
Faturamento da financeira cativa Mobilize Financial Services (MFS): 5,2 bilhões de euros, +11,0% em comparação com o mesmo período em 2025, e +11,1% com taxas de câmbio constantes[1].
3º trimestre de 2026:
Faturamento do Grupo: 11,6 bilhões de euros, +1,5% em comparação com o mesmo período de 2025 e +1,4% com taxas de câmbio constantes[1];
Faturamento da Divisão Automotiva: 9,8 bilhões de euros, +0,0% em comparação com o mesmo período de 2025 e -0,2% com taxas de câmbio constantes[1];
Faturamento da MFS: 1,8 bilhão de euros, +11,0% em comparação com o mesmo período de 2025 e +11,3% com taxas de câmbio constantes[1].
Nos nove primeiros meses de 2026, o Renault Group vendeu 1,662 milhão de veículos, em ligeira queda de 2,2% em comparação com o ano anterior, comprovando sua resiliência em um cenário bastante competitivo. Com uma gama renovada e a cada dia mais eletrificada, as vendas da marca Renault tiveram aumento de 1,1%, posicionando-a no 2º degrau do pódio na Europa[2]. Em razão da transição de sua gama de produtos e motorizações, as vendas da Dacia tiveram recuo de 9,7%, em um contexto de forte aceleração da demanda dos clientes pelos veículos elétricos (VEs). As vendas da Alpine avançaram 65,6%, alavancadas pelo A290.
No 3º trimestre de 2026, as vendas do Grupo tiveram recuo de 6,0%, refletindo um contraste nas dinâmicas conforme a região e a marca. As vendas da marca Renault tiveram recuo de 2,9%, com uma progressão de 4,6% na Europa. Durante o trimestre, as vendas de Dacia tiveram recuo de 12,8%, acentuado por uma base de comparação mais alta no 3º trimestre de 2025. Já a Alpine manteve uma forte dinâmica de crescimento, com progressão de 58,4%.
O Renault Group se adaptou rapidamente à aceleração da demanda por veículos elétricos na Europa, tanto no plano comercial como industrial: as vendas de veículos elétricos[3] tiveram aumento de 84,7% no 3º trimestre de 2026 em comparação com o 3º trimestre de 2025, alavancando a participação dos veículos elétricos nas vendas do Grupo para 25,8%, em alta de 12,2 pontos. Incluindo os veículos híbridos e híbridos recarregáveis[4], as vendas de veículos eletrificados representaram 54,9% das vendas de veículos de passeio (VP) do Grupo no 3º trimestre de 2026.
O Renault Group manteve uma disciplina comercial rigorosa no trimestre. As vendas no varejo tiveram aumento de 5,0% na Europa e representaram 64,8% das vendas do Grupo (+ 4,6 pontos em comparação com o 3º trimestre de 2025), reduzindo a participação dos canais de distribuição com menor valor agregado: as vendas de veículos a locadoras de curta duração e de demonstração tiveram queda de 18,0%. Os valores residuais se mantiveram entre 5 e 13 pontos acima da média do mercado.
O nível dos estoques totais é saudável, com 532.000 veículos em 30 de setembro de 2026, e a carteira de pedidos na Europa ficou em aproximadamente 2 meses de vendas previstas.
O Renault Group mantém sua ofensiva de produtos no 2º semestre de 2026 com uma oferta 100% eletrificada: Novo Megane E-Tech elétrico, Trafic Van E-Tech elétrico e Duster E-Tech híbrido para a Renault; Sandero híbrido, Novo Spring e Striker para a Dacia.
Em um cenário difícil, o Renault Group confirma suas perspectivas financeiras para 2026:
Margem operacional do Grupo de aproximadamente 5,5% do faturamento do Grupo. Conforme mencionado durante a apresentação dos resultados do 1º semestre de 2026, o Grupo prevê uma ligeira melhoria da margem no 2º semestre em comparação com o 1º semestre, com um efeito sazonal positivo habitual que deve ser menos marcado do que nos anos anteriores, devido à alta dos custos das matérias-primas e da inflação.
Fluxo de caixa livre da Divisão Automotiva de aproximadamente 1,0 bilhão de euros.
Resultados comerciais – fatos relevantes
Nos nove primeiros meses de 2026, as vendas do Grupo atingiram 1.662.222 veículos, em ligeiro recuo de 2,2% em comparação com o mesmo período em 2025. Esta performance reflete um contraste em termos de dinâmica, dependendo da marca e região. Na Europa, as vendas de veículos de passeio tiveram queda de 3,1%, mas avançaram 6,0% no Norte da Europa[5], sustentadas por sólidas performances na Alemanha (+ 8,6%), Reino Unido (+ 3,8%) e Dinamarca (+ 24,2%). O Grupo manteve o patamar de melhoria da qualidade das vendas, com quase seis a cada dez veículos de passeio vendidos no varejo, continuando a acelerar sua transição rumo à eletrificação. Com vendas em alta de 59,4%, os veículos elétricos representam agora 20,9% dos veículos de passeio vendidos. As vendas de veículos comerciais leves (VU) confirmaram sua recuperação, avançando 7,7% em um mercado em alta de 1,1%. Fora da Europa, as vendas avançaram nos mercados estratégicos do Grupo, principalmente Índia (+ 36,7%), Turquia (+ 3,2%), Marrocos (+ 6,9%) e Brasil (+ 3,8%).
No 3º trimestre de 2026, em um contexto de intensa concorrência, as vendas do Renault Group atingiram 497.799 veículos, em recuo de 6,0%. Entretanto, o Grupo continuou melhorando a qualidade das vendas na Europa, com quase dois a cada três VP vendidos no varejo no período. As vendas de VE do Renault Group cresceram ainda mais, em alta de 84,7%, representando agora 25,8% das vendas de VP. Fora da Europa, a atividade comercial foi impactada por condições difíceis em vários mercados-chave. Na Turquia, as vendas do Grupo recuaram 18,0%, com performance acima do mercado, em queda de 23,3%. Na América Latina, o Grupo enfrentou uma concorrência bastante acirrada, com uma pressão ainda maior na Argentina, onde o mercado local recuou 19,2%.
Em termos de planejamento de produtos, a continuidade da expansão da gama internacional da Renault, marcada principalmente pelo lançamento da picape Niagara, associada ao sucesso contínuo dos modelos elétricos da marca na Europa, os lançamentos do Dacia Sandero híbrido, Novo Dacia Spring, Dacia Striker e Alpine A290 deram sustentação à performance comercial do Grupo no 4ª trimestre de 2026.
Marca Renault – Vendas em progressão sustentadas pela eletrificação, veículos comerciais leves e crescimento nos mercados-chave
Nos nove primeiros meses de 2026, a Renault vendeu 1.178.946 veículos no mundo, em alta de 1,1% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esta performance se baseia em um crescimento equilibrado das vendas de veículos de passeio, em progressão de 0,9% para 930.011 unidades, bem como nas vendas de veículos comerciais leves, em alta de 1,6% para 248.935 unidades. A Europa se mantém como grande motor de crescimento, com vendas em alta de 3,1%, permitindo que a Renault ocupe o segundo lugar do mercado no período.
A Renault manteve a aceleração de sua eletrificação na Europa graças a uma estratégia complementar, que alia veículos elétricos e híbridos plenos (full hybrid ou HEV). No fechamento de setembro, os veículos eletrificados representavam 68,0% das vendas de veículos de passeio da marca, para uma progressão de 8,6 pontos. As vendas de VE tiveram aumento de 75,2%, alavancadas pelo sucesso de uma gama renovada. Desde o lançamento, o Twingo E-Tech elétrico registrou quase 26.000 vendas e já ocupa o primeiro lugar de seu segmento[6].
Paralelemente ao crescimento dos volumes, a Renault manteve uma política comercial centrada no valor, com foco contínuo nas vendas no varejo, nos canais mais rentáveis e proteção dos valores residuais. Na Europa, as vendas de VP no varejo cresceram quase o dobro em comparação com o mercado, em alta de 20,2% contra 10,7%, para um ganho de participação de mercado de 0,5 ponto neste canal.
Os veículos comerciais leves se mantiveram como um importante pilar da performance da marca Renault, com 192.367 veículos vendidos na Europa nos nove primeiros meses de 2026. Com vendas em alta de 8,1%, a marca teve uma performance superior ao mercado (em progressão de 1,1%), ganhando 0,9 ponto de participação de mercado. Os modelos Kangoo Van e Trafic Van ocupam o pódio de seu segmento, enquanto que o Master é líder no segmento de furgões grandes. A Renault também fortaleceu sua posição no mercado de VUs eletrificados, com vendas em alta de 22,9% no fechamento de setembro.
Os mercados internacionais representaram 36,0% das vendas mundiais da Renault, com 424.915 veículos vendidos fora da Europa. A marca registrou sólidas performances em vários mercados-chave, principalmente Índia (+ 36,7%), México (+ 17,1%), Colômbia (+ 8,4%), Brasil (+ 3,8%), Marrocos (+ 3,3%) e Turquia (+ 11,6%), onde a Renault fortaleceu sua posição de marca automotiva nº 1 no país, apesar do mercado em recuo.
No 3º trimestre de 2026, a Renault demonstrou resiliência em um contexto de mercado mundial difícil, com 349.901 veículos vendidos apesar da intensa concorrência na América Latina, o recuo dos mercados na Turquia, Argentina e Coreia do Sul, bem como tensões geopolíticas persistentes. Na Europa, a Renault manteve uma dinâmica positiva, com vendas de veículos de passeio em alta de 6,3%, destacando a performance perene da marca na região.
Nos próximos meses, a Renault vai continuar sua ofensiva de produtos e sua estratégia de eletrificação. Os modelos Duster E-Tech hybrid, Boreal e Niagara vão dar sustentação à ofensiva comercial da marca fora da Europa, junto com o Twingo E-Tech elétrico e Novo Megane E-Tech elétrico, na Europa. No mercado de veículos comerciais leves, a chegada em breve do Trafic Van E-Tech elétrico vai ampliar a oferta de modelos da marca no segmento de furgões compactos, abrindo assim novas perspectivas de crescimento.
Marca Dacia – Acelerando os preparativos para a próxima ofensiva de produtos
Nos nove primeiros meses de 2026, a Dacia vendeu 471.007 veículos no mundo, em queda de 9,7% em comparação com o mesmo período de 2025. A marca se manteve fiel à sua estratégia com foco no varejo, com resultados positivos: uma participação das vendas neste canal de 74,9% no 3º trimestre, solidamente posicionado no pódio europeu de vendas no varejo (3º), com o Sandero que mantém a posição de veículo de passeio mais vendido na Europa neste mercado. Estes resultados confirmam a pertinência da estratégia de qualidade-preço da Dacia, a qual se traduz em valores residuais 13 pontos superiores à média do mercado. Entretanto, esta força faz com que a Dacia esteja sujeita a uma concorrência a cada dia mais acirrada, principalmente de montadoras chinesas – notadamente no segmento C –, onde o Bigster já está presente.
A marca também se beneficia de três tecnologias testadas e aprovadas, oferecendo custos de utilização bastante competitivos: as motorizações full hybrid, que fazem da Dacia a 4ª marca híbrida[7] na Europa (24,6% das vendas da marca), a tecnologia híbrida 4x4, que representa 15% das vendas do Duster e Bigster, assim como GLP, que totaliza 39,2% das vendas.
No 3º trimestre de 2026, a Dacia vendeu 144.175 veículos no mundo, em queda de 12,8% em comparação com uma base de referência mais alta no 3º trimestre de 2025. Este resultado se insere em um contexto de rápida eletrificação do mercado europeu, onde a participação dos veículos eletrificados avançou fortemente para atingir 53,3% do mercado (alta de 10,3 pontos), enquanto que a marca havia iniciado a fase de transição de seu ciclo de produtos.
Para o 4ª trimestre, a Dacia vai se beneficiar das primeiras entregas na Europa do Sandero híbrido, Novo Spring e Striker, assim como uma sólida carteira de pedidos, alimentada por uma boa dinâmica de pedidos em setembro. Graças a estes novos modelos, a Dacia é agora uma marca totalmente eletrificada. No mercado de VEs, a produção do Novo Spring na Europa fará com que este veículo seja elegível a todos os incentivos de ajuda à compra, reforçando seu potencial comercial. Entre os veículos híbridos plenos, o Striker vai oferecer as melhores performances em termos de consumo de combustível e emissões de CO₂ do segmento C, contribuindo para manter a dinâmica comercial da marca no último trimestre.
Marca Alpine – Crescimento em todos os mercados de atuação
Nos nove primeiros meses de 2026, a Alpine manteve o rápido patamar de crescimento, com 12.269 emplacamentos no mundo, em alta de 65,6% em comparação com o mesmo período de 2025, ultrapassando todo seu volume de vendas do ano anterior. O crescimento se baseia em uma base a cada dia maior na Europa, com avanços bastante fortes no fechamento de setembro na França (+ 44,7%), Reino Unido (+ 193,5%), Alemanha (+ 62,6%) e Espanha (+ 91,1%). Consequentemente, as vendas da Alpine fora da França representam agora 54,7% das vendas totais da marca, em progressão de 6,5 pontos em comparação com o mesmo período do ano anterior. O protagonista desta dinâmica é o Alpine A290, com 8 618 emplacamentos no mundo (+ 54,2%) e mais de 10.000 pedidos na Europa, um nível recorde de pedidos no fechamento de setembro. Agora disponível na versão GTS, o Alpine A390 agrega progressivamente um segundo pilar na expansão elétrica da Alpine, com quase 1.800 emplacamentos desde o início do ano.
No 3º trimestre de 2026, o mês de setembro constituiu um ponto de virada para a marca, registrando seu melhor mês histórico em pedidos de veículos elétricos e o segundo melhor mês em pedidos considerando todas as motorizações, confirmando a solidez da transformação realizada pela Alpine e dando sustentação ao crescimento contínuo do faturamento.
Faturamento do 3º trimestre de 2026
O faturamento do Grupo atingiu 11.596 milhões de euros, em alta de 1,5% em comparação com o 3º trimestre de 2025. Com taxas de câmbio constantes, o avanço foi de 1,4%.
O faturamento da Divisão Automotiva ficou em 9.835 milhões de euros, estável em comparação com o 3º trimestre de 2025. Este resultado inclui 0,2 ponto de efeito positivo do câmbio (+14 milhões de euros), associado principalmente à valorização do real brasileiro e do peso colombiano, parcialmente compensado pela depreciação da lira turca. Com taxas de câmbio constantes, a queda foi de -0,2%. Esta evolução se explica principalmente pelos elementos seguintes:
Um efeito negativo dos volumes de -5,9 pontos, principalmente associado à queda de - 6,0% dos emplacamentos. Em 30 de setembro de 2026, os estoques totais de veículos novos representavam 532.000 veículos, sendo 312.000 nas concessionárias independentes e 220.000 no escopo do Grupo. O Renault Group estima que os estoques totais no fechamento de 2026 devem se situar na base da faixa entre 525.000 e 550.000 unidades.
Um efeito fortemente positivo das vendas a empresas parceiras de +4,9 pontos, principalmente associado a:
Performance da parceria com a Geely no Brasil com o aumento da cadência de distribuição de seus veículos, bem como início da produção a partir de setembro,
Integração da RNAIPL[8] desde 1º de agosto de 2025 no perímetro de consolidação. Esta atividade contribuiu com +165 milhões de euros no 3º trimestre de 2026 em comparação com o 3º trimestre de 2025, para +1,7 ponto.
Sólido efeito do mix de produtos de +2,3 pontos, principalmente devido à fase de transição entre o Clio V e o Clio VI (tendo o Clio VI um preço médio de venda mais alto que o Clio V, mas ainda inferior à média do Grupo), aos veículos comerciais leves (Master e Trafic) bem como ao sucesso dos veículos elétricos.
Efeito positivo dos preços de +1,1 ponto, com altas de preços nos mercados internacionais para compensar as taxas de câmbio que foram parcialmente compensadas pela pressão nos preços na Europa. Associado ao mix de veículos híbridos, o mix de veículos elétricos equipados com baterias de maior capacidade gerou um efeito positivo de premiumização no 3º trimestre.
Efeito positivo do mix geográfico de +0,5 ponto, explicado principalmente pela alta das vendas na França e Alemanha, bem como menor exposição ao mercado argentino no 3º trimestre de 2026 em comparação com o 3º trimestre de 2025.
Efeito negativo de “Outros” de -3,1 pontos, refletindo principalmente o impacto da normalização dos estoques do Renault Retail Group (RRG), após um nível de estoques bastante baixo no fechamento de junho de 2026. No fechamento de setembro de 2026, o nível de estoques do RRG era comparável ao nível do ano anterior.
A Mobilize Financial Services (anteriormente RCI Bank and Services) realizou um faturamento de 1.761 milhões de euros no 3º trimestre de 2026, em alta de 11,0% em comparação com o 3º trimestre de 2025, refletindo tanto a alta das taxas de juros como o crescimento contínuo da média de ativos em circulação, que atingiu 62,5 bilhões de euros (+5,0% em comparação com o 3º trimestre de 2025).
Perspectivas financeiras para 2026
Em um cenário difícil, o Renault Group confirma suas perspectivas financeiras para 2026:
Margem operacional do Grupo de aproximadamente 5,5% do faturamento do Grupo. Conforme mencionado durante a apresentação dos resultados do 1º semestre de 2026, o Grupo prevê uma ligeira melhoria da margem no 2º semestre em comparação com o 1º semestre, com um efeito sazonal positivo habitual que deve ser menos marcado que os anos anteriores, devido à alta nos custos das matérias-primas e da inflação.
Fluxo de caixa livre da Divisão Automotiva de aproximadamente 1,0 bilhão de euros.
Faturamento consolidado do Renault Group
(milhões de euros)
2025
2026
Δ% vs. 2025
Com taxas de câmbio constantes*
3º trimestre
Divisão Automotiva
9.839
9.835
+0,0%
-0,2%
Financiamento das vendas
(Mobilize Financial Services)
1.587
1.761
+11,0%
+11,3%
Total
11.426
11.596
+1,5%
+1,4%
9 meses acumulados
Divisão Automotiva
34.373
36.641
+6,6%
+7,2%
Financiamento das vendas
(Mobilize Financial Services)
4.693
5.207
+11,0%
+11,1%
Total
39.066
41.848
+7,1%
+7,6%
*Para analisar a variação do faturamento consolidado com taxas de câmbio constantes, o Renault Group recalcula o faturamento do período corrente aplicando as médias das taxas de câmbio do período anterior.
15 principais mercados do Renault Group no fechamento de setembro de 2026
Acumulado no fechamento de setembro de 2026
Volumes
Participação de mercado
VP+VU (%)
(unidades)*
1
FRANÇA
390.505
26,3
2
ITÁLIA
140.473
10,0
3
ESPANHA
118.131
11,1
4
ALEMANHA
116.848
4,8
5
TURQUIA
113.164
14,1
6
REINO UNIDO
98.965
4,9
7
BRASIL
96.436
4,5
8
MARROCOS
68.022
36,1
9
BÉLGICA + LUXEMBURGO
47.072
11,3
10
POLÔNIA
42.903
8,1
11
ÍNDIA
35.379
0,8
12
ARGENTINE
29.592
7,2
13
COREIA DO SUL
27.204
2,2
14
ROMÊNIA
27.175
24,9
15
MÉXICO
27.074
2,3
*Exceto Twizy
Vendas mundiais do Renault Group VP + VU* por marca
(unidades)
3º trimestre
9 meses acumulados
2025
2026
Δ%
2025
2026
Δ%
Renault
360.282
349.901
- 2,9%
1.166.376
1.178.946
+ 1,1%
VP
281.197
273.742
- 2,7%
921.413
930.011
+ 0,9%
VU
79.085
76.159
- 3,7%
244.963
248.935
+ 1,6%
Dacia
165.355
144.175
- 12,8%
521.340
471.007
- 9,7%
VP
164.183
143.102
- 12,8%
517.704
467.671
- 9,7%
VU
1.172
1.073
- 8,4%
3.636
3.336
- 8,3%
Alpine
2.351
3.723
+ 58,4%
7.407
12.269
+ 65,6%
Renault Group**
529.298
497.799
- 6,0%
1.698.948
1.662.222
- 2,2%
VP
449.041
420.563
- 6,3%
1.450.349
1.409.941
- 2,8%
VU
80.257
77.236
- 3,8%
248.599
252.281
+ 1,5%
*VP +VU: veículos de passeio + veículos comerciais leves.
**Incluía a RKM em 2025.
Coletiva de imprensa do faturamento do 3º trimestre de 2026
Link para assistir à coletiva de imprensa (em inglês) em 29 de outubro 2026 a partir de 3h00 (horário de Brasília), disponível posteriormente em replay: Coletiva T3 2026.
Sobre o Renault Group
O Renault Group está na vanguarda de uma mobilidade que está se reinventando. O Grupo se baseia na complementariedade de suas três marcas automotivas – Renault, Dacia, Alpine – e sua financeira cativa – Mobilize Financial Services –, para oferecer soluções de mobilidade inovadoras e sustentáveis aos seus clientes. Presente em mais de 100 países, o Renault Group vendeu 2.337 milhões de veículos em 2025. O grupo emprega mais de 100 mil colaboradores, que dão vida ao seu Propósito no dia a dia, para que a mobilidade aproxime as pessoas.
Preparado para enfrentar desafios tanto nas ruas como nas competições, o Grupo tem um compromisso com uma transformação ambiciosa de geração de valor. Este compromisso tem como foco o desenvolvimento de tecnologias e serviços inéditos, além do lançamento de uma gama de veículos ainda mais competitiva, equilibrada e eletrificada. Alinhado com os desafios ambientais, o Renault Group tem a meta de atingir a neutralidade de carbono na Europa até 2040 e no mundo até 2050.
Saiba mais: https://www.renaultgroup.com/fr/
[1] Para analisar a variação do faturamento consolidado com taxas de câmbio constantes, o Renault Group recalcula o faturamento do exercício corrente aplicando a média das taxas de câmbio do período anterior.
[2] Europa, escopo ACEA.
[3] Veículos de passeio.
[4] Veículos híbridos e híbridos recarregáveis, veículos de passeio na Europa, com exceção dos híbridos leves (MHEV).
[5] Norte da Europa: Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Islândia, Irlanda, Noruega, Suécia e Reino Unido.
[6] Segmento A elétrico, 3º trimestre, VP, Europa.
[7] HEV apenas (com exceção de PHEV).
[8] Renault Nissan Automotive India Private Ltd.
Fundamentos operacionais sólidos e execução rigorosa demonstram implementação bem-sucedida do plano estratégico futuREady.
9 meses de 2026:
Faturamento do Grupo: 41,8 bilhões de euros, +7,1% em comparação com o mesmo período de 2025 e +7,6% com taxas de câmbio constantes[1];
Faturamento da Divisão Automotiva: 36,6 bilhões de euros, +6,6% em comparação com o mesmo período em 2025 e +7,2% com taxas de câmbio constantes[1];
Faturamento da financeira cativa Mobilize Financial Services (MFS): 5,2 bilhões de euros, +11,0% em comparação com o mesmo período em 2025, e +11,1% com taxas de câmbio constantes[1].
3º trimestre de 2026:
Faturamento do Grupo: 11,6 bilhões de euros, +1,5% em comparação com o mesmo período de 2025 e +1,4% com taxas de câmbio constantes[1];
Faturamento da Divisão Automotiva: 9,8 bilhões de euros, +0,0% em comparação com o mesmo período de 2025 e -0,2% com taxas de câmbio constantes[1];
Faturamento da MFS: 1,8 bilhão de euros, +11,0% em comparação com o mesmo período de 2025 e +11,3% com taxas de câmbio constantes[1].
Nos nove primeiros meses de 2026, o Renault Group vendeu 1,662 milhão de veículos, em ligeira queda de 2,2% em comparação com o ano anterior, comprovando sua resiliência em um cenário bastante competitivo. Com uma gama renovada e a cada dia mais eletrificada, as vendas da marca Renault tiveram aumento de 1,1%, posicionando-a no 2º degrau do pódio na Europa[2]. Em razão da transição de sua gama de produtos e motorizações, as vendas da Dacia tiveram recuo de 9,7%, em um contexto de forte aceleração da demanda dos clientes pelos veículos elétricos (VEs). As vendas da Alpine avançaram 65,6%, alavancadas pelo A290.
No 3º trimestre de 2026, as vendas do Grupo tiveram recuo de 6,0%, refletindo um contraste nas dinâmicas conforme a região e a marca. As vendas da marca Renault tiveram recuo de 2,9%, com uma progressão de 4,6% na Europa. Durante o trimestre, as vendas de Dacia tiveram recuo de 12,8%, acentuado por uma base de comparação mais alta no 3º trimestre de 2025. Já a Alpine manteve uma forte dinâmica de crescimento, com progressão de 58,4%.
O Renault Group se adaptou rapidamente à aceleração da demanda por veículos elétricos na Europa, tanto no plano comercial como industrial: as vendas de veículos elétricos[3] tiveram aumento de 84,7% no 3º trimestre de 2026 em comparação com o 3º trimestre de 2025, alavancando a participação dos veículos elétricos nas vendas do Grupo para 25,8%, em alta de 12,2 pontos. Incluindo os veículos híbridos e híbridos recarregáveis[4], as vendas de veículos eletrificados representaram 54,9% das vendas de veículos de passeio (VP) do Grupo no 3º trimestre de 2026.
O Renault Group manteve uma disciplina comercial rigorosa no trimestre. As vendas no varejo tiveram aumento de 5,0% na Europa e representaram 64,8% das vendas do Grupo (+ 4,6 pontos em comparação com o 3º trimestre de 2025), reduzindo a participação dos canais de distribuição com menor valor agregado: as vendas de veículos a locadoras de curta duração e de demonstração tiveram queda de 18,0%. Os valores residuais se mantiveram entre 5 e 13 pontos acima da média do mercado.
O nível dos estoques totais é saudável, com 532.000 veículos em 30 de setembro de 2026, e a carteira de pedidos na Europa ficou em aproximadamente 2 meses de vendas previstas.
O Renault Group mantém sua ofensiva de produtos no 2º semestre de 2026 com uma oferta 100% eletrificada: Novo Megane E-Tech elétrico, Trafic Van E-Tech elétrico e Duster E-Tech híbrido para a Renault; Sandero híbrido, Novo Spring e Striker para a Dacia.
Em um cenário difícil, o Renault Group confirma suas perspectivas financeiras para 2026:
Margem operacional do Grupo de aproximadamente 5,5% do faturamento do Grupo. Conforme mencionado durante a apresentação dos resultados do 1º semestre de 2026, o Grupo prevê uma ligeira melhoria da margem no 2º semestre em comparação com o 1º semestre, com um efeito sazonal positivo habitual que deve ser menos marcado do que nos anos anteriores, devido à alta dos custos das matérias-primas e da inflação.
Fluxo de caixa livre da Divisão Automotiva de aproximadamente 1,0 bilhão de euros.
Resultados comerciais – fatos relevantes
Nos nove primeiros meses de 2026, as vendas do Grupo atingiram 1.662.222 veículos, em ligeiro recuo de 2,2% em comparação com o mesmo período em 2025. Esta performance reflete um contraste em termos de dinâmica, dependendo da marca e região. Na Europa, as vendas de veículos de passeio tiveram queda de 3,1%, mas avançaram 6,0% no Norte da Europa[5], sustentadas por sólidas performances na Alemanha (+ 8,6%), Reino Unido (+ 3,8%) e Dinamarca (+ 24,2%). O Grupo manteve o patamar de melhoria da qualidade das vendas, com quase seis a cada dez veículos de passeio vendidos no varejo, continuando a acelerar sua transição rumo à eletrificação. Com vendas em alta de 59,4%, os veículos elétricos representam agora 20,9% dos veículos de passeio vendidos. As vendas de veículos comerciais leves (VU) confirmaram sua recuperação, avançando 7,7% em um mercado em alta de 1,1%. Fora da Europa, as vendas avançaram nos mercados estratégicos do Grupo, principalmente Índia (+ 36,7%), Turquia (+ 3,2%), Marrocos (+ 6,9%) e Brasil (+ 3,8%).
No 3º trimestre de 2026, em um contexto de intensa concorrência, as vendas do Renault Group atingiram 497.799 veículos, em recuo de 6,0%. Entretanto, o Grupo continuou melhorando a qualidade das vendas na Europa, com quase dois a cada três VP vendidos no varejo no período. As vendas de VE do Renault Group cresceram ainda mais, em alta de 84,7%, representando agora 25,8% das vendas de VP. Fora da Europa, a atividade comercial foi impactada por condições difíceis em vários mercados-chave. Na Turquia, as vendas do Grupo recuaram 18,0%, com performance acima do mercado, em queda de 23,3%. Na América Latina, o Grupo enfrentou uma concorrência bastante acirrada, com uma pressão ainda maior na Argentina, onde o mercado local recuou 19,2%.
Em termos de planejamento de produtos, a continuidade da expansão da gama internacional da Renault, marcada principalmente pelo lançamento da picape Niagara, associada ao sucesso contínuo dos modelos elétricos da marca na Europa, os lançamentos do Dacia Sandero híbrido, Novo Dacia Spring, Dacia Striker e Alpine A290 deram sustentação à performance comercial do Grupo no 4ª trimestre de 2026.
Marca Renault – Vendas em progressão sustentadas pela eletrificação, veículos comerciais leves e crescimento nos mercados-chave
Nos nove primeiros meses de 2026, a Renault vendeu 1.178.946 veículos no mundo, em alta de 1,1% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esta performance se baseia em um crescimento equilibrado das vendas de veículos de passeio, em progressão de 0,9% para 930.011 unidades, bem como nas vendas de veículos comerciais leves, em alta de 1,6% para 248.935 unidades. A Europa se mantém como grande motor de crescimento, com vendas em alta de 3,1%, permitindo que a Renault ocupe o segundo lugar do mercado no período.
A Renault manteve a aceleração de sua eletrificação na Europa graças a uma estratégia complementar, que alia veículos elétricos e híbridos plenos (full hybrid ou HEV). No fechamento de setembro, os veículos eletrificados representavam 68,0% das vendas de veículos de passeio da marca, para uma progressão de 8,6 pontos. As vendas de VE tiveram aumento de 75,2%, alavancadas pelo sucesso de uma gama renovada. Desde o lançamento, o Twingo E-Tech elétrico registrou quase 26.000 vendas e já ocupa o primeiro lugar de seu segmento[6].
Paralelemente ao crescimento dos volumes, a Renault manteve uma política comercial centrada no valor, com foco contínuo nas vendas no varejo, nos canais mais rentáveis e proteção dos valores residuais. Na Europa, as vendas de VP no varejo cresceram quase o dobro em comparação com o mercado, em alta de 20,2% contra 10,7%, para um ganho de participação de mercado de 0,5 ponto neste canal.
Os veículos comerciais leves se mantiveram como um importante pilar da performance da marca Renault, com 192.367 veículos vendidos na Europa nos nove primeiros meses de 2026. Com vendas em alta de 8,1%, a marca teve uma performance superior ao mercado (em progressão de 1,1%), ganhando 0,9 ponto de participação de mercado. Os modelos Kangoo Van e Trafic Van ocupam o pódio de seu segmento, enquanto que o Master é líder no segmento de furgões grandes. A Renault também fortaleceu sua posição no mercado de VUs eletrificados, com vendas em alta de 22,9% no fechamento de setembro.
Os mercados internacionais representaram 36,0% das vendas mundiais da Renault, com 424.915 veículos vendidos fora da Europa. A marca registrou sólidas performances em vários mercados-chave, principalmente Índia (+ 36,7%), México (+ 17,1%), Colômbia (+ 8,4%), Brasil (+ 3,8%), Marrocos (+ 3,3%) e Turquia (+ 11,6%), onde a Renault fortaleceu sua posição de marca automotiva nº 1 no país, apesar do mercado em recuo.
No 3º trimestre de 2026, a Renault demonstrou resiliência em um contexto de mercado mundial difícil, com 349.901 veículos vendidos apesar da intensa concorrência na América Latina, o recuo dos mercados na Turquia, Argentina e Coreia do Sul, bem como tensões geopolíticas persistentes. Na Europa, a Renault manteve uma dinâmica positiva, com vendas de veículos de passeio em alta de 6,3%, destacando a performance perene da marca na região.
Nos próximos meses, a Renault vai continuar sua ofensiva de produtos e sua estratégia de eletrificação. Os modelos Duster E-Tech hybrid, Boreal e Niagara vão dar sustentação à ofensiva comercial da marca fora da Europa, junto com o Twingo E-Tech elétrico e Novo Megane E-Tech elétrico, na Europa. No mercado de veículos comerciais leves, a chegada em breve do Trafic Van E-Tech elétrico vai ampliar a oferta de modelos da marca no segmento de furgões compactos, abrindo assim novas perspectivas de crescimento.
Marca Dacia – Acelerando os preparativos para a próxima ofensiva de produtos
Nos nove primeiros meses de 2026, a Dacia vendeu 471.007 veículos no mundo, em queda de 9,7% em comparação com o mesmo período de 2025. A marca se manteve fiel à sua estratégia com foco no varejo, com resultados positivos: uma participação das vendas neste canal de 74,9% no 3º trimestre, solidamente posicionado no pódio europeu de vendas no varejo (3º), com o Sandero que mantém a posição de veículo de passeio mais vendido na Europa neste mercado. Estes resultados confirmam a pertinência da estratégia de qualidade-preço da Dacia, a qual se traduz em valores residuais 13 pontos superiores à média do mercado. Entretanto, esta força faz com que a Dacia esteja sujeita a uma concorrência a cada dia mais acirrada, principalmente de montadoras chinesas – notadamente no segmento C –, onde o Bigster já está presente.
A marca também se beneficia de três tecnologias testadas e aprovadas, oferecendo custos de utilização bastante competitivos: as motorizações full hybrid, que fazem da Dacia a 4ª marca híbrida[7] na Europa (24,6% das vendas da marca), a tecnologia híbrida 4x4, que representa 15% das vendas do Duster e Bigster, assim como GLP, que totaliza 39,2% das vendas.
No 3º trimestre de 2026, a Dacia vendeu 144.175 veículos no mundo, em queda de 12,8% em comparação com uma base de referência mais alta no 3º trimestre de 2025. Este resultado se insere em um contexto de rápida eletrificação do mercado europeu, onde a participação dos veículos eletrificados avançou fortemente para atingir 53,3% do mercado (alta de 10,3 pontos), enquanto que a marca havia iniciado a fase de transição de seu ciclo de produtos.
Para o 4ª trimestre, a Dacia vai se beneficiar das primeiras entregas na Europa do Sandero híbrido, Novo Spring e Striker, assim como uma sólida carteira de pedidos, alimentada por uma boa dinâmica de pedidos em setembro. Graças a estes novos modelos, a Dacia é agora uma marca totalmente eletrificada. No mercado de VEs, a produção do Novo Spring na Europa fará com que este veículo seja elegível a todos os incentivos de ajuda à compra, reforçando seu potencial comercial. Entre os veículos híbridos plenos, o Striker vai oferecer as melhores performances em termos de consumo de combustível e emissões de CO₂ do segmento C, contribuindo para manter a dinâmica comercial da marca no último trimestre.
Marca Alpine – Crescimento em todos os mercados de atuação
Nos nove primeiros meses de 2026, a Alpine manteve o rápido patamar de crescimento, com 12.269 emplacamentos no mundo, em alta de 65,6% em comparação com o mesmo período de 2025, ultrapassando todo seu volume de vendas do ano anterior. O crescimento se baseia em uma base a cada dia maior na Europa, com avanços bastante fortes no fechamento de setembro na França (+ 44,7%), Reino Unido (+ 193,5%), Alemanha (+ 62,6%) e Espanha (+ 91,1%). Consequentemente, as vendas da Alpine fora da França representam agora 54,7% das vendas totais da marca, em progressão de 6,5 pontos em comparação com o mesmo período do ano anterior. O protagonista desta dinâmica é o Alpine A290, com 8 618 emplacamentos no mundo (+ 54,2%) e mais de 10.000 pedidos na Europa, um nível recorde de pedidos no fechamento de setembro. Agora disponível na versão GTS, o Alpine A390 agrega progressivamente um segundo pilar na expansão elétrica da Alpine, com quase 1.800 emplacamentos desde o início do ano.
No 3º trimestre de 2026, o mês de setembro constituiu um ponto de virada para a marca, registrando seu melhor mês histórico em pedidos de veículos elétricos e o segundo melhor mês em pedidos considerando todas as motorizações, confirmando a solidez da transformação realizada pela Alpine e dando sustentação ao crescimento contínuo do faturamento.
Faturamento do 3º trimestre de 2026
O faturamento do Grupo atingiu 11.596 milhões de euros, em alta de 1,5% em comparação com o 3º trimestre de 2025. Com taxas de câmbio constantes, o avanço foi de 1,4%.
O faturamento da Divisão Automotiva ficou em 9.835 milhões de euros, estável em comparação com o 3º trimestre de 2025. Este resultado inclui 0,2 ponto de efeito positivo do câmbio (+14 milhões de euros), associado principalmente à valorização do real brasileiro e do peso colombiano, parcialmente compensado pela depreciação da lira turca. Com taxas de câmbio constantes, a queda foi de -0,2%. Esta evolução se explica principalmente pelos elementos seguintes:
Um efeito negativo dos volumes de -5,9 pontos, principalmente associado à queda de - 6,0% dos emplacamentos. Em 30 de setembro de 2026, os estoques totais de veículos novos representavam 532.000 veículos, sendo 312.000 nas concessionárias independentes e 220.000 no escopo do Grupo. O Renault Group estima que os estoques totais no fechamento de 2026 devem se situar na base da faixa entre 525.000 e 550.000 unidades.
Um efeito fortemente positivo das vendas a empresas parceiras de +4,9 pontos, principalmente associado a:
Performance da parceria com a Geely no Brasil com o aumento da cadência de distribuição de seus veículos, bem como início da produção a partir de setembro,
Integração da RNAIPL[8] desde 1º de agosto de 2025 no perímetro de consolidação. Esta atividade contribuiu com +165 milhões de euros no 3º trimestre de 2026 em comparação com o 3º trimestre de 2025, para +1,7 ponto.
Sólido efeito do mix de produtos de +2,3 pontos, principalmente devido à fase de transição entre o Clio V e o Clio VI (tendo o Clio VI um preço médio de venda mais alto que o Clio V, mas ainda inferior à média do Grupo), aos veículos comerciais leves (Master e Trafic) bem como ao sucesso dos veículos elétricos.
Efeito positivo dos preços de +1,1 ponto, com altas de preços nos mercados internacionais para compensar as taxas de câmbio que foram parcialmente compensadas pela pressão nos preços na Europa. Associado ao mix de veículos híbridos, o mix de veículos elétricos equipados com baterias de maior capacidade gerou um efeito positivo de premiumização no 3º trimestre.
Efeito positivo do mix geográfico de +0,5 ponto, explicado principalmente pela alta das vendas na França e Alemanha, bem como menor exposição ao mercado argentino no 3º trimestre de 2026 em comparação com o 3º trimestre de 2025.
Efeito negativo de “Outros” de -3,1 pontos, refletindo principalmente o impacto da normalização dos estoques do Renault Retail Group (RRG), após um nível de estoques bastante baixo no fechamento de junho de 2026. No fechamento de setembro de 2026, o nível de estoques do RRG era comparável ao nível do ano anterior.
A Mobilize Financial Services (anteriormente RCI Bank and Services) realizou um faturamento de 1.761 milhões de euros no 3º trimestre de 2026, em alta de 11,0% em comparação com o 3º trimestre de 2025, refletindo tanto a alta das taxas de juros como o crescimento contínuo da média de ativos em circulação, que atingiu 62,5 bilhões de euros (+5,0% em comparação com o 3º trimestre de 2025).
Perspectivas financeiras para 2026
Em um cenário difícil, o Renault Group confirma suas perspectivas financeiras para 2026:
Margem operacional do Grupo de aproximadamente 5,5% do faturamento do Grupo. Conforme mencionado durante a apresentação dos resultados do 1º semestre de 2026, o Grupo prevê uma ligeira melhoria da margem no 2º semestre em comparação com o 1º semestre, com um efeito sazonal positivo habitual que deve ser menos marcado que os anos anteriores, devido à alta nos custos das matérias-primas e da inflação.
Fluxo de caixa livre da Divisão Automotiva de aproximadamente 1,0 bilhão de euros.
Faturamento consolidado do Renault Group
(milhões de euros)
2025
2026
Δ% vs. 2025
Com taxas de câmbio constantes*
3º trimestre
Divisão Automotiva
9.839
9.835
+0,0%
-0,2%
Financiamento das vendas
(Mobilize Financial Services)
1.587
1.761
+11,0%
+11,3%
Total
11.426
11.596
+1,5%
+1,4%
9 meses acumulados
Divisão Automotiva
34.373
36.641
+6,6%
+7,2%
Financiamento das vendas
(Mobilize Financial Services)
4.693
5.207
+11,0%
+11,1%
Total
39.066
41.848
+7,1%
+7,6%
*Para analisar a variação do faturamento consolidado com taxas de câmbio constantes, o Renault Group recalcula o faturamento do período corrente aplicando as médias das taxas de câmbio do período anterior.
15 principais mercados do Renault Group no fechamento de setembro de 2026
Acumulado no fechamento de setembro de 2026
Volumes
Participação de mercado
VP+VU (%)
(unidades)*
1
FRANÇA
390.505
26,3
2
ITÁLIA
140.473
10,0
3
ESPANHA
118.131
11,1
4
ALEMANHA
116.848
4,8
5
TURQUIA
113.164
14,1
6
REINO UNIDO
98.965
4,9
7
BRASIL
96.436
4,5
8
MARROCOS
68.022
36,1
9
BÉLGICA + LUXEMBURGO
47.072
11,3
10
POLÔNIA
42.903
8,1
11
ÍNDIA
35.379
0,8
12
ARGENTINE
29.592
7,2
13
COREIA DO SUL
27.204
2,2
14
ROMÊNIA
27.175
24,9
15
MÉXICO
27.074
2,3
*Exceto Twizy
Vendas mundiais do Renault Group VP + VU* por marca
(unidades)
3º trimestre
9 meses acumulados
2025
2026
Δ%
2025
2026
Δ%
Renault
360.282
349.901
- 2,9%
1.166.376
1.178.946
+ 1,1%
VP
281.197
273.742
- 2,7%
921.413
930.011
+ 0,9%
VU
79.085
76.159
- 3,7%
244.963
248.935
+ 1,6%
Dacia
165.355
144.175
- 12,8%
521.340
471.007
- 9,7%
VP
164.183
143.102
- 12,8%
517.704
467.671
- 9,7%
VU
1.172
1.073
- 8,4%
3.636
3.336
- 8,3%
Alpine
2.351
3.723
+ 58,4%
7.407
12.269
+ 65,6%
Renault Group**
529.298
497.799
- 6,0%
1.698.948
1.662.222
- 2,2%
VP
449.041
420.563
- 6,3%
1.450.349
1.409.941
- 2,8%
VU
80.257
77.236
- 3,8%
248.599
252.281
+ 1,5%
*VP +VU: veículos de passeio + veículos comerciais leves.
**Incluía a RKM em 2025.
Coletiva de imprensa do faturamento do 3º trimestre de 2026
Link para assistir à coletiva de imprensa (em inglês) em 29 de outubro 2026 a partir de 3h00 (horário de Brasília), disponível posteriormente em replay: Coletiva T3 2026.
Sobre o Renault Group
O Renault Group está na vanguarda de uma mobilidade que está se reinventando. O Grupo se baseia na complementariedade de suas três marcas automotivas – Renault, Dacia, Alpine – e sua financeira cativa – Mobilize Financial Services –, para oferecer soluções de mobilidade inovadoras e sustentáveis aos seus clientes. Presente em mais de 100 países, o Renault Group vendeu 2.337 milhões de veículos em 2025. O grupo emprega mais de 100 mil colaboradores, que dão vida ao seu Propósito no dia a dia, para que a mobilidade aproxime as pessoas.
Preparado para enfrentar desafios tanto nas ruas como nas competições, o Grupo tem um compromisso com uma transformação ambiciosa de geração de valor. Este compromisso tem como foco o desenvolvimento de tecnologias e serviços inéditos, além do lançamento de uma gama de veículos ainda mais competitiva, equilibrada e eletrificada. Alinhado com os desafios ambientais, o Renault Group tem a meta de atingir a neutralidade de carbono na Europa até 2040 e no mundo até 2050.
Saiba mais: https://www.renaultgroup.com/fr/
[1] Para analisar a variação do faturamento consolidado com taxas de câmbio constantes, o Renault Group recalcula o faturamento do exercício corrente aplicando a média das taxas de câmbio do período anterior.
[2] Europa, escopo ACEA.
[3] Veículos de passeio.
[4] Veículos híbridos e híbridos recarregáveis, veículos de passeio na Europa, com exceção dos híbridos leves (MHEV).
[5] Norte da Europa: Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Islândia, Irlanda, Noruega, Suécia e Reino Unido.
[6] Segmento A elétrico, 3º trimestre, VP, Europa.
[7] HEV apenas (com exceção de PHEV).
[8] Renault Nissan Automotive India Private Ltd.
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